Terça-feira, 17 de Outubro de 2017

Polícia de MS caça assaltantes, mas enfrenta boicote de colegas paraguaios

Publicado em: 08/06/2017 13h40

Campo Grande News

Equipes da Polícia Civil, da Garras (Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) fazem uma mega operação na quarta-feira (7) em Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia (MS), a 400 km de Campo Grande.

 

O motivo da operação ainda não foi informado oficialmente, mas fontes do governo paraguaio revelam que os policiais estão à procura dos assaltantes que na terça-feira (6) explodiram um carro-forte no município de Amambai para roubar pelo menos R$ 700 mil.

 

O Campo Grande News apurou que a polícia sul-mato-grossense recebeu autorização do governo do país vizinho e conta com apoio da Polícia Nacional na caçada aos assaltantes. As primeiras informações revelam que algumas pessoas já foram presas e armas apreendidas na zona rural de Capitán Bado.

 

Entretanto, a operação teria sofrido um suposto boicote de policiais paraguaios para não descobrir o esconderijo de uma célula do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Capitán Bado.

 

Sem apoio dos colegas do outro lado da fronteira, a polícia de MS não conseguiu prender os bandidos envolvidos do assalto, segundo afirma o jornal ABC Color.

 

De acordo com o jornal, o mais influente do Paraguai, as polícias Civil e Militar de Mato Grosso do Sul localizaram o esconderijo de um chefe do PCC do lado paraguaio, mas teriam sido levados por policiais paraguaios a outro endereço.

 

Informações apuradas pelo ABC revelam que a polícia de MS avisou a Polícia Nacional sobre o paradeiro dos assaltantes e pediram apoio para fazer a operação, mas policiais do 4º Comissariado de Capitán Bado teriam levado os agentes brasileiros para uma casa vazia.

 

A polícia sul-mato-grossense tinha a localização exata da casa onde supostamente se escondiam os criminosos, mas não podia chegar ao local porque estavam em território estrangeiro e tiveram de ser acompanhados por agentes paraguaios, segundo o ABC.