Terça-feira, 16 de Outubro de 2018

Em nota, Zé Teixeira diz estranhar prisão e afirma que nunca foi chamado para prestar esclarecimentos sobre o caso

Publicado em: 13/09/2018 18h08


Deputado Estadual Zé Teixeira.

Nota encaminhada à imprensa em nome do deputado estadual Zé Teixeira (DEM), preso na manhã de quarta-feira (12/9) dentro da Operação Vostok, diz estranhar o fato da ação desencadeada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal ocorrer poucos dias antes da eleição. 

 

A ação apura suposto esquema de pagamento de propinas por parte da JBS em troca de incentivos fiscais. As investigações têm como base a delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em 2017.

 

No comunicado, o parlamentar questiona o fato de nunca ter sido chamado para prestar esclarecimentos à Justiça. “(...) compro e vendo gado há 50 anos aqui no Estado de Mato Grosso do Sul, todos os meus endereços e telefones de contato são de amplo conhecimento público e, estranhamente anterior à data da operação, nunca fui convidado, convocado e/ou solicitado pela justiça para prestar esclarecimento”, diz trecho do material. 

 

Em seguida, a crítica a realização da ação a poucos dias do pleito. “Respeito as decisões e tramites judiciais, mas não posse deixar de observar o fato acontecer faltando apenas 25 dias para as eleições em que eu sou candidato a um novo mandato como deputado estadual”, diz.

 

Por fim, a nota aponta: “minha história não foi escrita em papel, foi construída com trabalho árduo e compromisso com as pessoas”.  

 

Zé Teixeira foi preso nas primeiras horas da manhã de quarta-feira em um hotel da Capital. Em Dourados, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em sua casa e no escritório de sua propriedade. Ele é suspeito, segundo a PF, por emissão de notas fiscais frias para frigoríficos. 

 

Além do deputado, outras 13 pessoas tiveram mandado de prisão expedidos contra.