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Marun anuncia que governo vai multar em R$ 100 mil por hora empresas em greve



Aral Moreira - MS - Segunda, 15 de Outubro de 2018
26/05/2018 14h48

Marun anuncia que governo vai multar em R$ 100 mil por hora empresas em greve

Ministro revelou que PF pode prender empresários

Midiamax



Após reunião do presidente Michel Temer (MDB) com integrantes do gabinete de crise criado para acompanhar a greve dos caminhoneiros, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), concedeu uma coletiva no Palácio do Planalto e anunciou que multas para empresas que não abandonarem a greve.

 

“O governo começa a aplicar multas no valor de R$ 100 mil por hora parada, para os donos das transportadores que não voltarem à atividade. Além do movimento paradista, existe locaute. A Polícia Federal já tem inquérito e empresários suspeitos serão intimados, já existem pedidos de prisão”, revelou Marun, em coletiva realizada no final da manhã deste sábado (26).

 

Segundo o ministro, com o decreto de GLO (Garantia de Lei e Ordem) assinado ontem, sexta-feira (25), pelo presidente Temer, termoelétricas de Roraima e Rondônia já estão com abastecimento garantido, assim como aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

 

“Temos ainda situações graves na questão do abastecimento e que pretendemos normalizar no dia de hoje”, frisou o emedebista, que emendou que alguns Estados também criaram gabinetes de crise para auxiliar na solução para a greve.

 

Marun afirmou que o governo espera que caminhoneiros e transportadoras possam aderir ao acordo proposto, retomar as negociações e garantir o abastecimento de itens básicos à população, como alimentos e combustíveis.

 

“O que preocupa o presidente Temer é a situação da saúde, não obstante tenhamos principais hospitais do país abastecidos, seus estoques são de minutos. Em função disso já foi determinada aplicação de mula em caminhões que estejam transportando insumos de saúde e que estejam parados, aderindo ao movimento. Presidente está muito preocupado com vidas humanas”, finalizou Carlos Marun

 

Locaute

 

O termo citado pelo ministro, Locaute, tem origem na expressão inglessa lock out, que acontece quando empresário de determinado setor se recusam a oferecer a empregados (no caso, dono de transportadoras a caminhoneiros) condições para exercício da função, impedindo ao trabalhador o desenvolvimento da atividade, em virtude de seus próprios interesses, e não para atender reivindicação dos trabalhadores.

 

Já existe legislação no país que proíbe a prática de locaute. “Fica vedada a paralisação das atividades, por iniciativa do empregador, com o objetivo de frustrar negociação ou dificultar o atendimento de reivindicações dos respectivos empregados (lockout)”, diz o artigo 17 da lei 7.783.




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