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Reinaldo diz ser vítima de delatores que 'roubaram o Brasil' e questiona operação Vostok



Aral Moreira - MS - Sábado, 17 de Novembro de 2018
13/09/2018 14h19

Reinaldo diz ser vítima de delatores que 'roubaram o Brasil' e questiona operação Vostok

Campo Grande News



Governador Reinaldo Azambuja. Foto: Divulgação

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) garantiu ser vítima dos irmãos Joesley e Wesley Batista, executivos da JBS e delatores na Operação Lava Jato. Em entrevista ao MS TV 1ª Edição desta quinta-feira (13/9), ele apontou o corte de incentivos fiscais por parte do governo do Estado às empresas do grupo como fator motivador para ser citado no depoimento de ambos em maio do ano passado.

 

Na ocasião, os irmãos Batista alegaram ter desembolsado pagamento de propinas a políticos de Mato Grosso do Sul entre os anos de 2003 a 2016.

 

“Eles (JBS) roubaram o Brasil, fizeram uma delação questionada pelo Ministério Público Federal. Eram mal-acostumados, pagavam poucos tributos e igualamos os benefícios fiscais. Eles saíram de R$ 41 milhões [pagos em tributos] em 2014 para R$ 199 milhões em 2017”, disse, continuando em seguida: “Tivemos momentos tensos, anunciaram fechar plantas em MS por causa disso”, relatou, apontando para esses os motivos de ter o nome envolvido na delação.

 

O governador, alvo de mandado de busca e apreensão dentro da Operação Vostok, desencadeada ontem (12/9), voltou a questionar a ação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. 

 

Como na nota divulgada na quarta, o chefe do Executivo e candidato à reeleição afirmou que a ação é midiática. 

 

“Há um ano e quatro meses [época em que ocorreu a delação] eu quero fazer esclarecimentos (...) agora, a poucos dias da eleição acontece essa operação (...) mas, primeiro eles prendem e depois investigam”, disse.

 

Respostas

 

Reinaldo também comentou sobre a sua ida à Polícia Federal. Lá, ele afirmou ter respondido todos os questionamentos realizados pelos investigadores. “Foram 34 perguntas e eu respondi a todas. Não tenho nada a esconder e minha obrigação é prestar contas à população”, contou.

 

A acusação de recebimento de propina por parte do grupo foi uma das perguntas feitas na superintendência da PF.

 

“Perguntaram! Neguei! Os envolvidos não foram presos pelo governo e sim pela emissão de notas, agora, quem tem que provar isso [emissão de notas frias] é o frigorífico, ou os delatores, esses bandidos, réus-confesso”. 

 

Filho preso

 

Questionado sobre a prisão do filho, Rodrigo Souza e Silva, o governador negou qualquer tipo de participação dele em ações ilícitas junto ao governo. Conforme a investigação da Polícia Federal, ele seria o responsável em articular o recebimento de propina. 

 

“Qualquer pai defende o filho, em qualquer circunstância, mas, nesse caso, eu tenho certeza da inocência dele porque não houve qualquer tratativa com esses picaretas”, contou.

 

Além de Rodrigo, a operação mirou outras 13 pessoas, entre elas o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), preso em Campo Grande e o ex-secretário de Fazenda, Márcio Monteiro. 

 

A operação

 

O objetivo da Operação Vostok, conforme a PF, é combater um esquema de pagamento de propina a representantes do poder público estadual. As investigações foram iniciadas no início deste ano, tendo por base a delação premiada dos executivos da JBS, Wesley e Joesley Batista. 

 

Os colaboradores detalharam os procedimentos adotados junto ao governo do Estado para a obtenção de benefícios fiscais - TARE's. 

 

Conforme a PF, do total de créditos tributários auferidos pela empresa dos colaboradores, um percentual de até 30% era revertido em proveito da organização investigada. 

 

Nos autos do inquérito, foram juntadas cópias das notas fiscais falsas utilizadas para dissimulação desses pagamentos e os respectivos comprovantes de transferências bancárias.

 

Vostok

 

O nome da operação está relacionado a uma estação de pesquisa russa localizada na Antártida onde já foi registrada uma das menores temperaturas do planeta e faz referência às notas fiscais frias utilizadas para a dissimulação dos pagamentos.




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