Aral Moreira
Em assembleia, professores da rede estadual decidem manter greve até sexta-feira
POR JOELSO GONçALVES
— 1162Aral Moreira (MS) – Em assembleia geral realizada na manhã dessa quarta-feira, 27 de maio, no Plenário da Câmara de Vereadores, profissionais da educação da rede estadual de ensino decidiram manter a greve até a próxima sexta-feira (29), em Aral Moreira.
Em Aral Moreira, a paralisação desta quarta-feira (27), primeiro dia da greve, teve a adesão das três escolas estaduais: Dr. Fernando Correa da Costa, João Vitorino Marques, ambas na sede do município, e Eufrazia Fagundes Marques, no distrito de Vila Marques. A expectativa é que aproximadamente 2 mil alunos foram atingidos com a greve.
A reunião dessa quarta, que foi coordenada pelo presidente do SIMTED local, Edevagno Pereira, contou com a participação de vários profissionais da área, entre professores e técnicos administrativos e serviu para nortear e definir os encaminhamentos da greve nas escolas instaladas na cidade.
Para o presidente do SIMTED de Aral Moreira Edevagno Pereira, a adesão a greve de 100% das escolas do município reforça a luta da classe entorno da obtenção de seus direitos. “Muitos pais nos ligam e alguns apoiam o movimento, já outros não conseguem compreender. Contudo, reafirma a necessidade da classe continuar a se unir e fortalecer-se para alcançar os objetivos propostos” pontua Edevagno.
Segundo Edevagno Pereira na assembleia dessa quarta, a maioria dos professores decidiram por manter a greve até a próxima sexta. “Na sexta, haverá uma nova assembleia com os profissionais em educação onde decidiremos se é viável ou não continuarmos com a paralisação, caso não haja negociação junto ao governo do Estado”.
Reajuste - A categoria quer o cumprimento da Lei complementar 4464/2013 que garante o pagamento de 10,98% de 1/3 de hora atividade, que deveria estar sendo pago desde janeiro deste ano, além do reajuste de 8,8% de aumento para os administrativos de acordo com o aumento do salário mínimo.
Em contraproposta, o governo do Estado ofereceu um reajuste de 4,37% em outubro e a integralização do Piso Nacional do Magistério até 2022.
Em nota, o governo do Estado, afirma que Mato Grosso do Sul paga o piso nacional para os professores, inclusive, 38,84% acima do valor. Enquanto o piso nacional é de R$ 1.917,78, o Estado repassa R$ 2.662,82. Mas, de acordo a administração estadual, 99,67% dos profissionais têm curso superior e recebem em média R$ 5.561,90 para carga horária de 40 horas semanais.
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